19/09/2007

A arte nas coisas simples

Num mundo globalizado, onde as pessoas buscam na tecnologia soluções para seus problemas, inclusive financeiros, as coisas simples e artesanais foram sendo esquecidas.
Para não deixar que esses valores se percam definitivamente, pessoas e instituições têm investido e apostado no artesanato como diferencial de mercado e tentativa de retorno às origens.
Esse é o caso da marca mineira de jóias, bijuterias (e perfume) Mary Design, da empresária Mary Figueiredo Arantes, que possui fabrica e show-room em Belo Horizonte e vende seus produtos para o mundo todo.

Eu tive a oportunidade de entrevistá-la recentemente para uma revista de moda. Durante a entrevista pudemos falar sobre o design e as estratégias da marca para ganhar mercado, sobre materiais, cursos de moda, a vida da empresária e expectativa sobre os novos designers. Mas o que me chamou mais atenção em nossa conversa foi o fato de que Mary tem uma preocupação vigente com os valores das coisas simples e feitas à mão, por pessoas humildes.

As peças criadas pela estilista saltam aos olhos de quem vê, pois são carregadas de valores emocionais e feitas de materiais inusitados, como tecidos e até cobertor. Segundo a empresária é importante enxergar “as preciosas coisas banais” ao nosso redor.

A última coleção da marca está tendo repercussão forte na mídia, pois foi inpirada e homenageia Guinard, artista que veio para Minas Gerais na década de 40, a convite do ex-presidente Juscelino Kubitschek e fundou a escola de arte Guignard, no Parque Municipal, em Belo Horizonte. A coleção intitulada “A Flor do Abacate” – Homenagem a Guignard foi idealizada a partir da pesquisa da estilista em livros de arte moderna brasileira. Os colares, carro-chefe da coleção, são explicitamente inspirados aquarelas do artista, com cores vivas e formas livres e inventivas.

O titulo, A flor do abacate, foi dado à coleção pela efemeridade da planta e por esse ser o nome de um curso particular de arte criado por Guignard, no Rio de Janeiro, que funcionava num antigo bordel chamado, também, Flor de Abacate.

23/08/2007

100 anos do Sutiã e as conquistas femininas

Reflexões sobre a vulgaridade e mulheres

Os rapazes que lêem esse blog podem achar esse texto direcionado apenas para as garotas. Mas a proposta desse post é apenas chamar atenção para as conquistas femininas todos esses anos. Conquistas que são, muitas vezes, abandonadas ou desdenhadas por muitas mulheres. Sim, pois a vulgaridade que atinge nosso país e é imposta por veículos de mídia (a mulher como objeto sexual, sem inteligência, com obrigação de ser bela), e aceita pela sociedade, rebaixa novamente as mulheres.


O sutiã
A peça já foi utilizada como símbolo de protesto por feministas americanas nos anos 60, que queimaram seus sutiãs em praça pública. Mas o acessório feminino que inicialmente foi criado para dar sustentabilidade aos seios, sem função propriamente estética, é, hoje, sinônimo de glamour. Na comemoração do centenário do sutiã uma grife brasileira criou uma peça feita toda em ouro 18 quilates (foto), para ser exposto na mostra “100 anos do sutiã” no Salão Lingerie Brasil, em São Paulo. A exposição foi idealiza da pela empresa e marca Lycra, muito conhecida pelas mulheres. A peça de ouro foi feita para simbolizar as conquistas femininas e a democracia na moda e será leiloada para ajudar o Hospital do Câncer do Ceará. Ao todo são 16 peças na exposição, que faz uma viagem pela historia feminina, já que a vestimenta sempre refletiu os ideais de cada época.

Os direitos e os valores que foram conquistados, a ferro e fogo, com muita luta, com muita demonstração de trabalho e eficiência, não podem ser esquecidos pelas mulheres.

Garotas, a valorização tem que começar por nós mesmas.

22/08/2007

Bichanos

Os felinos, há muito tempo discriminados e ligados a forças malignas, também são relacionados com as bruxas antigas. Lenda ou não, os gatos provam que possuem sentidos muito mais aguçados que os homens para os mistérios da natureza e da vida. Não podemos negar que nossos amigos fiéis - sim fiéis! Pois os gatos sim são verdadeiros amigos do homem (sem preconceitos para com os cachorrinhos) - fazem muito sentido na vida das bruxas.
Nos acompanham e protegem, parecem ler nosso pensamentos, estão sempre ao nosso lado nos momentos dificeis, se pudessem falar certamente nos aconselhariam.

Música para nossos ouvidos, o miado de um gato para seu dono é como fala de um amigo próximo. Recentemente tivemos notícias de um gato nos EUA, habitante de um asilo, que, segundo seu dono, consegue prever que pacientes do asilo estão para morrer. Uma antiga história diz que os gatos têm a capacidade de ver nossas auras e de entender nossos espíritos...


Uma lenda Escandinava dizia que uma deusa do amor e fertilidade, chamada Freya, tinha sua carruagem puxada por 2 gatos pretos. Depois de servir Freya por 7 anos, os gatos se tornavam feiticeiras. Essa história é linda e eu adoraria que fosse verdadeira.

Antigamente, dizia-se que bruxas se transformavam em gatos à noite. Bom, se analisarmos bem, essa lenda não é totalmente mentirosa, pois as bruxas não se transformam no sentido literal em felinas, mas aprendemos muito com os gatos.

Leia mais em Imagine Bruxaria

25/07/2007

Parque dos sonhos

(foto: Aline Maria)

A beleza de Belo Horizonte vai além da vista das serras. A natureza pode ser admirada nos parques da cidade, que são os poucos lugares que honram nossa nomeação de cidade jardim.

O parque das mangabeiras possui matas que ocupam a maior parte de seus 2,3 milhões de m². Além de funcionar como centro de pesquisa e de educação ambiental, aberto a toda a comunidade, dispõe de várias opções de lazer. Apesar do público se concentrar, na maioria das vezes, na entrada no parque, que possui lagoa com peixes, restaurante e opções de bebidas e comidas em barracas, anfiteatro, onde geralmente se apresentam as bandas de música da cidade e parque de diversões (educativo) para crianças, os melhores roteiros do parque estão nas trilhas que levam ao Lago dos Sonhos. Um encanto de lugar que honra o nome, com águas limpas, bela vegetação e o clima romântico.

Não podemos ir ao parque sem admirar o pôr-do-sol, claro, que é belo em todos os lugares, mas ganha significado especial num lugar tão encantado.
(fotos: Aline Maria)

16/07/2007

Relatos de viagem

(foto - Aline Maria)

No último domingo, dia 15 de julho, eu e amigos estivemos a passeio em Congonhas - MG, onde ficamos cercados de arte, história, cultura e diversão.
A cidade de Congonhas, em Minas Gerais, é de longe, um dos melhores lugares do Brasil para visitação. A cidade recebe-nos como parentes próximos e oferece o que há de melhor, belas paisagens, história rica e diversão.

Por sorte, além de conhecermos a Basílica do Senhor Bom Jesus de Matozinhos, com as famosas obras de Aleijadinho, Os 12 Profetas e as 64 esculturas em tamanho natural, representando os Passos da Paixão de Cristo, pudemos admirar a Rádio da cidade, que nos recebeu com especial carinho, as ruas íngrimes e estreitas com calçamentos de pedras, o artesanato local, o museu da memória e da fotografia do minicipio e museu das pedras, na Romaria, onde acontecia também, o festival anual de motociclismo Asas da Liberdade, que deu o toque especial a nossa viagem.
Para quem gosta de caminhar muito, admirar a beleza do nosso país, fica a dica. Não deixe de conhecer Congonhas. (fotos - Aline Maria)

Arte na moda

(FOTOS - DIVULGAÇÃO)

O conceito de arte já foi exposto e discutido por vários autores, assim como os de design e moda. Para a maioria da pessoas, leigas, essas manifestações são logo relacionadas ao que é belo.

Na filosofia platônica o Belo era sinônimo de Bem, portanto algo desejável. Esse conceito de Beleza não é exatamente o mesmo que nos acompanha até hoje, mas a busca pelo belo, certamante, é cada vez mais voraz. A arte, que era uma demostração de gênios em peças únicas e preciosas, é objeto de critica de muitos autores e artistas. O escultor francês Marcel Duchamp, um dos precursores da arte conceitual, afirmou que "arte é tudo aquilo que alguém disser ser arte", que os objetos que admiramos hoje como obras de arte são assim designadas por que alguém, um dia, nos disse que era arte. Sua instalação A Fonte, composta apenas por um vaso sanitário branco invertido, comprado em uma loja convencional, foi objeto de discussão por muito tempo por ser considerado antiartistico, que estava banalizando a arte verdadeira e feio!

Levando-se em conta que um mesmo objeto pode agradar aos olhos de uns
e desagradar aos outros, beleza não pode ser fator determinante na arte.
Em contrapartida, no século XX, nos deparamos com outra manifestação que provoca discursos de identidade, o design. Este tem, por definição, que aliar beleza e funcionalidade. O design de moda, portanto, deveria ser sinônimo de peças usáveis, mas essa não é uma constante nas semanas de moda do mundo todo. As roupas não-usáveis passam apenas conceitos e não são necessariamente belas. Nesse caso, podemos afirmar que moda é arte? Bem, se não é arte, certamente se encaixa no conceito de beleza da filosofia platônica, se analisarmos apartir de imagens de desfiles de criadores como John Galliano (fotos).

18/06/2007

Aliadas do design

Quem pensa que design resume-se a vestuário ou calçados, engana-se e muito. Empresas de diversos segmentos e produtos têm investido cada vez mais em inovação. Desde o setor automobilístico até indústrias moveleiras. A indústria eletrônica também captou essa tendência e tem desenvolvido produtos cada vez mais atraentes e com soluções para as necessidades de quem tem uma vida agitada. A holandesa Philips uniu-se à Swarovski e desenvolveu uma linha de pen drives e fones de ouvido cravejados com cristais. A linha de pen drives tem 01 giga de espaço e proteção através de senha e é direcionada ao público feminino.

Além da Philips, outras empresas do setor eletrônico também já aliaram seus produtos ao design, como a LG que foi parceira da grife Prada na confecção de um aparelho celular. A Nokia produziu telefones com a assinatura de Donatella Versace, que também utilizou os cristais Swarovski, mas em acessório do aparelho.A empresas têm aderido a essas parcerias cada vez mais porque o design pode ser empregado tanto para agregar valor aos produtos, como para incorporar novas tecnologias e materiais de forma atraente.

Niemeyer: A Arquitetura Moderna na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte

(fotos - Aline Maria)


Oscar Niemeyer, referência na arquitetura moderna, nasceu em 1907 e formou-se em engenharia e arquitetura em 1934 no Rio de Janeiro. Inicia sua carreira trabalhando, gratuitamente, no escritório de Lucio Costa e Carlos Leão, onde ajuda nos projetos do Ministério da Educação e Saúde do Rio.

Em 1940 conhece o então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, que o convida a fazer o projeto do mais novo bairro da capital, a Pampulha, que teria como principal atrativo o cassino da cidade. Em seu livro, Conversa de amigos: correspondência entre Oscar Niemeyer e José Carlos Sussekind (Rio de Janeiro: Revan, 2002. 256 p.) ele confessa que a Pampulha foi a obra que lhe deu orgulho de verdade e que foi decisiva em sua carreira, pois foi onde pôde reinventar a arquitetura, deixando pra traz o aprendizado da faculdade fraca, trocando as formas retilíneas pelas curvas.

Na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, encontram-se duas obras do arquiteto. O Edifício Niemeyer e a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. O primeiro é um residencial de perímetro curvo e irregular, com uma torre de onze pavimentos e dois apartamentos por andar, mas parecendo tem muito mais, por causa dos brises (linhas que cortam a fachada), que dividem a altura de cada andar em três. Nesse edifício Niemeyer colocou em prática as pesquisas iniciadas anos antes em São Paulo, de variação de jogos de luz e sombra nos vidros dos edifícios.

A arte do passado e do futuro...

Grande gerador de renda em diversas comunidades de Minas Gerais, o artesanato tem tido cada vez mais destaque em todo o planeta. A procura por produtos de qualidade e exclusivos faz com que procuremos nessa arte (?) (leia a comparação entre arte e artesanato) o requinte e a identidade regional, que perdemos por conta da massificação dos produtos globalizados. O artesanato traz consigo os valores do artesão e suas raízes culturais e regionais.

Minas Gerais exporta artesanato para vários países, como Itália e Estados Unidos, através de associações e cooperativas. Anualmente, sempre no mês de Novembro, também acontece a Feira Nacional de Artesanato, em Belo Horizonte, onde expositores do Brasil, América Latina, África e Europa mostram seus produtos do artesanato popular e cultura de cada país. O Sebrae-MG também tem programas de resgate de ofícios artesanais. O Projeto Resgate Cultural do Artesanato Mineiro faz pesquisas para resgatar artesanatos que estão sendo extintos por não estarem sendo passados de geração em geração.

Na metrópole Em contrapartida, muitas pessoas nas grandes cidades têm a prática do artesanato como hobby ou complementação de renda. Ana Rita Fernandes, assessora de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde, faz, como hobby, diversos tipos de artesanato desde os 15 anos de idade, mas tem como preferência a bijuteria. Ana acredita que a prática ajuda no relaxamento da mente e do corpo, diante das dificuldades do dia a dia e da correria marcante nos tempos modernos “ao fazer uma peça, procuro a harmonia. Harmonia das cores, dos materiais, das idéias...” diz. Suas peças são inspiradas na religiosidade católica e, segundo ela, as peças expressam toda sua fé e emoção.

Ana Cristina Amaral produz diversos tipos de artesanato. Ela não expõe em feiras ou lojas, mas tem clientela presente. O que levou Cristina a procurar o artesanato, além da habilidade, foi a necessidade de se sentir útil, já que possui LER (Lesão por esforço repetitivo) em último grau, motivo pelo qual teve que se aposentar. Ana trabalha com inúmeras possibilidades de artesanato, desde decoupage e mosaico a customização em roupas e bijuterias. Sobre sua atividade favorita, o mosaico, Ana explica que quase não o faz mais, por que sente dores em conseqüência da LER. “Há períodos em que não consigo, sequer, mover meus braços” explica. A artesã já participou de feiras na cidade e foi convidada para ministrar cursos. Não aceitou os convites por não ter condições de produzir a quantidade necessária de produtos para exposição e em conseqüência da doença.

Assim que começou a prática de artesã, Cristina fez cursos de especialização, o que a ajudou a aprimorar conhecimentos em termos de técnica e materiais. Os produtos que ela mais vende, no momento, são oratórios e bijuterias, mas produz outros por encomenda.

A artesã não pensa em largar o oficio tão cedo e tem amostras de todos as produções em sua casa, rica em arte “Meu show-room é minha casa”.

23/05/2007

Transumers

O intenso do fluxo de informações do mundo contemporâneo e a necessidade de estratégias de comunicação, que atinjam a grande massa que transita pelas cidades durante todo dia, faz surgir novas necessidades e formas de consumo. Da mesma maneira, surge também um novo perfil de consumidor, que chamamos de transumers, aqueles que têm necessidade de mudanças constantes do mercado, que acompanhem seu estilo de vida, intenso, voraz, com muitas viagens a trabalho e pouco tempo para o lazer.


Os transumers adquirem produtos, como roupas, acessórios, eletrônicos e outros em curto espaço de tempo. Eles estão sempre em sintonia com a evolução tecnológica. Para atender a esses consumidores muitas redes do comércio varejista de vestuário planejam ações reais para alcançá-los. Em Cingapura, a loja Venue já está colocando em prática as V-Box, tipo de containers estilizados ou lojas móveis, onde ficam expostos para venda produtos de grandes marcas como a Prada.

O Brasil ainda está caminhando nessa nova tendência de varejo, mas já podemos observar algumas ações, por exemplo em grandes lojas voltadas para o público feminino, como C&A, onde as araras e vitrines são trocadas em curtos espaços de tempo.

As garotas renovam seus guarda-roupas constantemente. O mundo que acompanhe...

22/05/2007

Orgulho nacional

A empresa britânica de preservativos Durex divulgou o resultado da The Global Sex Survey 2007 (Pesquisa Global Sobre Sexo 2007). Os gregos mantiveram o desempenho de 2005: primeiro lugar. A grande novidade da lista foi a presença dos brasileiros na segunda colocação. De acordo com o levantamento, a média brasileira é de 145 relações sexuais por ano contra 143 de russos e poloneses (empatados em terceiro lugar). Não estamos longe dos campeões gregos (164 relações/ano) e ultrapassamos – com louvor – a média mundial (103 relações/ano). A pesquisa feita pela Durex é ampla e aborda temas variados como a idade em que recebe-se educação sexual e idade da primeira relação, saúde sexual, opinião sobre ações governamentais e qualidade.


Quantidade x qualidade

Somos vice-campeões, porém nada de exacerbações ufanistas. Como numa espécie de Relatório Kinsey do século XXI, a pesquisa revela que a qualidade não acompanha os resultados quantitativos. Mostra que 50% dos brasileiros andam insatisfeitos. Os campeões de qualidade são os nigerianos com nível de satisfação de 67%. Mexicanos vêm em segundo lugar com 63% e a Índia marca 61% de satisfação (seria a influência do sexo tântrico?). Entre as reclamações surgidas, 51% desejam mais tempo à sós com os(as) parceiros(as) e também mais amor e romantismo. Muitos procuram idéias para melhorar o relacionamento (44%) e também formas de aumentar o diálogo (42%). Mostra, ainda, que duas vezes mais homens do que mulheres atingem orgasmos regulares. A média recorde de duração do ato sexual também pertence aos nigerianos: 24 minutos. Os brasileiros não fazem feio, com média de 21 minutos contra 18 minutos da média mundial. A pesquisa do fabricante de preservativos entrevistou 26 mil pessoas em 26 países.

Na lanterna


Os japoneses ficaram em último lugar na pesquisa. O levantamento aponta a média de 48 relações sexuais por ano. Apenas 34% garantem manter relações sexuais uma vez por semana. A satisfação sexual também anda em baixa na Terra do Sol Nascente: apenas 15% dos entrevistados afirmam estar satisfeitos com a qualidade do sexo.

Poesia e causos mineiros

A semana de literatura da Faculdade Estácio de Sá – BH levou os alunos, professores e convidados a refletir sobre a cultura popular e o relato de “causos” mineiros.

O autor
Carlos Drummond de Andrade foi homenageado e discutido na palestra da doutora em Literatura brasileira, Letícia Malard, que analisou a obra de Drummond, enquanto cronista e poeta. O escritor, segundo Letícia, herdou do movimento modernista de Minas Gerais a linguagem livre e as temáticas cotidianas. Extremamente atual, a poesia de Drummond é até hoje, e ao que parece veio para ficar eternamente, é declamada por todo país. Utilizando temas como o individuo complicado, a família, a terra natal, o espaço social e, claro, o amor. Essa proximidade com o leitor, com os problemas humanos, levou à popularização de sua obra em um país sem o hábito da leitura.

A palestrante recitou alguns dos poemas mais conhecidos de Drummond, como
No meio do caminho, Quadrilha e José.

Causos

Na segunda parte da palestra, o autor Olavo Romano, membro da Academia Mineira de Letras, fez uma reflexão sobre a produção literária e contou causos de Minas Gerais. O pesquisador e contador de histórias tem o hábito de viajar pelo interior de Minas Gerais para colher histórias perdidas da “mineiridade” e repassa-as para a juventude em suas divertidas seções de
causos.